25 de abr de 2011


Como é dificil fazer escolhas!

Vamos falar aqui de um tipo bem especifico de escolha: daquilo que é saudável e nos nutre, e daquilo que só nos deixa mais e mais letárgicos. Falemos sobre alimentação.

Estamos repletos de noticias e informações sobre qual é a melhor alimentação para o nosso tipo físico, seguindo os princípios do Ayurveda. E em contra partida, temos a informação daquilo que não é muito recomendado, que contém substâncias que serão dificilmente digeridas; e mesmo assim, com tudo isso a nossa disposição, muitas vezes fazemos a escolha errada, e segundos depois, vem aquela perguntinha clássica: Porque eu fui comer isso?

Minha teoria número um, traz um princípío do Ayurveda que se chama Prajnaparada que está próximo da má compreensão, das más escolhas, do mau uso dos sentidos. Quando estamos agindo sobre a guiança do prajnaparada, é difícil saber escolher o que nos faz bem.

Mas eu lanço outra dúvida no ar. Não seria apego? Um apego profundo do nosso ser aos nossos velhos hábitos. Todos sabemos que mudar não é nada fácil, temos que enfrentar um mundarel de gente que sempre vai te questionar, achar que você ficou maluco, fanático, ou está sob o efeito de alguma droga psicotrópica; mas não, você somente optou por abrir mão do prazer e da satisfação do alimento, para poder usufruir deste mesmo prazer, de uma outra forma, muita vezes elevada na escala mil de prazer!

Enfim, fazer escolhas não é fácil, e podem ocorrer deslizes, lógico, mas o importante é nos mantermos firmes na proposta, e quanto menos apegados, melhor!

24 de abr de 2011


Virabhadrasana II.. eu gosto, e você?

Sempre tive um certo receio com as posturas em pé. Uma preguiça na verdade! Quando a aula começava deitada, eu logo já dizia: Beleza! Mas enfim, o tempo passou, minha prática amadureceu, e hoje eu aprendi a dar o verdadeiro valor as posturas realizadas em pé. Elas são como um chamado para o presente, para o aqui e o agora. Quem tem a mente mais aberta, "viajante", sabe do que eu estou falando, e só digo uma coisa! Postura em pé!

Virabhadra significa - encarnação da fúria do Deus Shiva - Postura do heroí Virabhadra. As vezes precisamos um pouco da fúria de Shiva para enfrentar o dia-a-dia não? É como se eu pudesse aterrar meus pés no chão e seguir em frente com muito mais garra e poder, com a confiança de um guerreiro. Fora a musculatura de pernas e costas que é muito privilegiada nesta postura.

É muito interessante mergulhar fundo no ásana, sentir o que ele tem a nos dizer. No livro a Árvore de Yoga, B.K.S Iyengar, faz a seguinte comparação: "Imagine um lago. A água toca apenas uma das margens? Ou todos os lados igualmente? Quando você está fazendo um ásana, sua consciência, como as águas de um lago, deve alcançar as fronteiras do corpo em todas as suas partes, Então como há espaço para pensamentos? Porque um pensamento invade quando você está fazendo um ásana perfeito, se sua inteligência se espalhou igualmente por todo seu corpo?

Grandes palavras de Guriji, muito obrigado!

Quando praticamos um ásana, principalmente aquele que fugimos o tempo todo (e é o que sempre precisamos dedicar mais treino e atenção) todo nosso corpo e mente deve estar voltado para aquela pratica,  para aquele ásana que está sendo executado, com riqueza de detalhes; como as águas do rio que banham as margens de forma equilibrada, nossa consciência deve atingir cada cantinho do corpo, iluminar cada espacinho vazio com luz e prana. Principalmente nas posturas que evitamos, é onde esta chave para a evolução.

Resumo da ópera: Escute sim seu corpo; mas as vezes se rebele contra  ele, contra a tendência  de permanecer estático, involuído. Este é um dos grandes aprendizados do Yoga.


Os gatinhos não são lindos?

Os cachorrinhos que me desculpem, mas os gatinhos são mesmo muito lindos! Todo dia que abro meu tapetinho em casa, sou rodeada por estes bichaninhos lindos! E fora que eles adoram ouvir os mantras, é só colocar no rádio que eles ficam pertinho da caixa de som, bem quietinhos, como se algo dentro deles respeitasse o que está sendo tocado. Muito lindo!

Eu acho que o mundo deveria ter mais gatos, mimosos, queridos e tranquilos. Adoro cães e todos os animais, mas fui conquistada com uma flecha no peito por estes peludinhos! Um grande beijo à Brelinha, Chiquinho, Tofú e Sachita (in memorian). Miau para vocês!

Viajar, viajar e viajar

Não é a toa que me chamo BÁRBARA, a ESTRANGEIRA. Desde que me conheço por gente, tenho este desejo muito grande, de sair, de explorar, de mudar, mudar sempre! Quem me conhece sabe que basta ficar um mês sem falar comigo que já estou cheia de novidades. Sou assim mesmo, uma exploradora..

Desde que sai de casa, aos dezoito anos, para ir morar em Sta Catarina, percebi que ali começava uma nova jornada na minha vida, uma jornada que não teria um fim ali muito próximo não, seria apenas o começo de uma vida dedicada a buscar o melhor lugar para se viver.

Hoje já estou na minha terceira cidade, São Paulo. Confesso que nunca imaginei em morar num lugar assim, caótico, estressante, nervoso. Mas enfim, mesmo um grande explorador as vezes tem que se deixar levar pelas oportunidades. E esta temporada já me rendeu bons frutos, tanto de trabalho quanto de pessoas. Só tenho a agradecer à terra da garoa.

Ok, mas agora é lançado o desafio. Vou passar seis meses na Índia, a partir de final de maio de 2011. A viagem começa por Coimbature, onde vou fazer um curso de Yoga e Ayurveda, depois sigo para o norte, Rishkesh, viver em um ashram, respirando a cultura, a disciplina e o estudo do Yoga.

Como uma boa exploradora não sei se depois do curso vai ser exatamente assim! Aceito sugestões viu amigos yoguins! Puna, Varanasi, Kanuur... vou deixar a Índia me guiar, vou ouvir a voz do meu coração, ficar atenta aos sinas e deixar fluir! Afinal, estou sempre buscando o novo, o desconhecido! Vamos ver o que acontece!

Aguardem cenas dos próximos capítulos!
  
A primeira vez em Rishkesh

Estive em Rishkesh no final da minha primeira viagem à Índia, em abril de 2009. Foi a última cidade que visitei, e confesso que estava esgotada, muito cansada mesmo! Após uma viagem de trem de aproximadamente sete horas, com uma critatura de turbante que não parava de me olhar a viagem inteira, cheguei em Haridwar, para pegar um carro e viajar para Rishkesh. Ok, vou confessar que quando cheguei lá, e fui deixada no hotel eu tive uma crise histérica, pois não aguentava mais ouvir tantas buzinhas na rua e meu quarto era de frente para um rua mega movimentada.

Resolvi manter a calma e solicitar que meu quarto fosse trocado, lógico que o atentende do hotel ficou muito tocado com as minhas lágrimas e prontamente arrumou outro quartinho, mais escondido para mim! Oba! Bom, consegui dormir, por 12 horas! Acho que estava precisando mesmo!

Acordei na manhã seguinte e fui procurar algum lugar para praticar Yoga, e no próprio hotel tinha aula, resolvi experimentar. Foi legal, nada de mais para uma primeira aula de Yoga na Índia, mas tudo bem, eu poderia procurar outros lugares para praticar. Tomei um belo café da manhã, arrumei a mochila (eterna companheira), duas garrafas de água, boné e fui descobrir este novo território.

Realmente próximo ao hotel não tinha muita coisa, mas caminhando um pouquinho fui surpriendida por uma enorme ponte! Sim, a Ram Jhula, ponte sobre o Rio Ganges que foi construída na década de 1980. Lá estava ela, linda, maravilhosa e cheia de possibilidades novas! A partir daí, foi só alegria!

Muitos estudantes, de diversas nacionalidades, e uma brasileirada de peso, e olha que a época, abril, não lá muito famosa por receber grupos brasileiros, então é o pessoal que mora lá mesmo. Logo senti que era um lugar que precisava voltar! E que bom que terei esta nova oportunidade!!! Foi muito legal, foram só sete dias, mas muito bem aproveitados. A sensação de acordar, pegar a mochila e sair para fotografar as pessoas, os templos, tentar captar a energia do lugar é algo muito especial, foi uma experiência incrível!
 














Um olhar sobre a Índia

Viajar para a Índia é sempre uma grande experiência.
A diferença entre as culturas é sempre muito enriquecedor. Nos deparamos com uma realidade totalmente diferente da que estamos acostumados, e não é para qualquer um. Acredito que somente quem se identifica com a cultura, com a filosofia e a arte é capaz de abstrair a extrema miséria que vive o povo e tirar um bom proveito da oportunidade de estar lá.

A Índia é o sétimo maior país em área geográfica e o segundo mais populoso do mundo. Diferentes traços da religião é possível ser visualizado na arquitetura e construção dos templos, e não precisa ser nenhum expert em arquitetura para poder diferenciar as influências das religiões que dominaram a Índia ao longo dos tempos.

Se você de alguma maneira se identifica com a cultura do local, minha sugestão é, vá! Coloque uma mochila nas costas e descubra o que este mágico local pode te ensinar! Falta um pouco de coragem? Grana talvez? Tempo? Ok! Eu tenho a solução!

Ao longo deste ano estarei colocando no blog impressões, fotos, textos, curiosidades e causos da minha próxima viagem, ficarei por seis meses estudando, explorando e vivenciando esta cultura que muito me encanta! É só ligar seu computador e viajar comigo nesta aventura!