15 de abr. de 2013

Criando consciência na respiração




Criando consciência na respiração

Volta de viagem é sempre é uma loucura! Mil coisas a resolver, amigos para rever, armário virado do avesso. Mas consegui parar um pouco para voltar a atualizar o blog, e dividir neste momento um pouco do conhecimento que adquiri no curso de aprofundamento de pranayama com o professor Ganesh Moham, da Svastha Yoga e Ayurveda. Ensinamentos baseados nos textos deixados por Krishnamacharya.

O curso teve a duração de duas semanas, e o foco principal eram as aplicações terapêuticas dos pranayamas, isto é, dos exercícios de respiração; em casos de distúrbio do sistema respiratório e neurológico. A primeira semana foi dedicada a estabelecer o controle do ar, trazendo de volta a respiração natural, livre; e na sequência aprofundamos a anatomia dos distúrbios e fomos agraciados com um vasto vocabulário de técnicas e sequências para cada caso em particular.

Escrevo de forma bem livre, da forma como compreendi, e espero que possa ajudá-los em suas aulas ou mesmo na prática pessoal.

Namastê

SAHA NA VAVATU
SAHA NA VUNAKTU
SAHA VIRYAM KARA VAI VAHAI
TEJAS VINA VADHI TAMASTU
MA VID VISA VAHAI
OM SHANTI SHANTI SHANTI

- É muito importante fazer o aluno observar a respiração e mudar a maneira de respirar. É um grande desafio ter o controle dos sentidos, e apenas observar. São muitas distrações. A respiração é sutil, não é algo excitante, assim como os ásanas. Todos os sentidos devem estar direcionados para a respiração. Com isso, se modifica o padrão da respiração, fazendo o aluno entender estas mudanças: abrir o peito, sentir o movimento do ar. Não usar muitas retenções, não criar tensão. Usar palavras para descrever a respiração, frases, visualizações e metáforas. Evocar o sentimento.

- Criar sequências simples para o aluno perceber onde ele respira em cada postura. Se a respiração estiver no abdome, a pessoa está relaxada. Se estiver no peito, é porque existe ainda alguma tensão. Respirar como se estivéssemos dormido, respiração mais breve e suave, sem grandes esforços. Perceber áreas tensas e relaxar. Dar conhecimento ao corpo. É possível usar algo externo para criar esta percepção, como de barriga para baixo onde sentimos o chão, colocar as mãos sobre o corpo; irá criar um senso de realidade e conseguiremos direcionar a respiração para o local que queremos.

- Usar palavras simples e ser econômico, para não gerar um excesso de informação. Não usar mais que três aspectos da respiração numa mesma prática (tempo, profundidade, direção, temperatura, etc.)

- A definição de Pranayama segundo Patanjali nos fala em observar, com o foco mental apropriado, caminhando para uma respiração suave e longa. 

- Uma técnica muito utilizada é trabalhar com um METRÔNOMO. Ele permite que a gente perceba por quanto tempo estamos respirando, e assim alongar a respiração. Cria consciência e de forma rápida mostra ao aluno a relação dos ásanas com a respiração. É um acesso rápido, objetivo, para sentir o quão longo estão às fases da respiração. Como me sinto hoje? É um padrão de mensuração. Depois de algum tempo de prática, não é mais preciso contar pois se estabelece a capacidade de perceber. 

Exemplo: Usar o metrônomo marcando a cada 1 segundo e realizar uma série de Surya Namaskar. Contar as batidas na inspiração e exalação durante toda a série. Fazer a média e usar esta média para os pranayamas.
                         
             

Neste exemplo clássico da sequência, temos 10 posições após o tadásana, em cada fase contar quantos segundos leva-se para inspirar e expirar em cada ásana, depois fazer a média. A cada prática ir aumentando o tempo, incrementando com outros exercícios, e após um período repetir a prática com o metrônomo e avaliar o progresso.

- A posição mais confortável para se trabalhar a respiração natural é em inclinação de 45°, sem abrir excessivamente o peito. Pode-se usar uma cadeira deitada no chão (apoio da cadeira para o chão) e encostar na parede. O bolster muitas vezes cria tensão nos ombros. O peito deve estar completamente relaxado.

Respiração abdominal:

Melhores ásanas: Savasana, Setu Bandha Sarvangasana, Ado Mukha, Apanásana

- Usar a mão na parte inferior do abdome, acima do umbigo. Solicitar que o aluno relaxe os músculos abdominais. Muitos problemas digestivos podem ser solucionados quando conseguimos aliviar a tensão nesta musculatura. Mostrar as diferenças entre respirar com o peito e a barriga.

- Quando respiramos pelo peito, sentimos o movimento na caixa torácica. Se respiramos pelo abdome, com os músculos relaxados, não existe, ou muito pouco movimento é percebido na caixa torácica. Isso acontece em função da anatomia das costelas, devido a sua angulação em forma de alça (como as alças de um balde), é fácil sentir este movimento.

- Devemos começar a ensinar pela EXALAÇÃO, pois o abdome já estará em contração, e naturalmente a consciência na própria inspiração irá para o peito. Muitas vezes quando pedimos para o aluno alongar a inspiração, gera tensão tanto no peito quanto na face (fazemos "caras e bocas").

- Percebendo que existe uma diferença de expansão na caixa, onde um lado expande mais que o outro, fazer exercícios no decúbito lateral, com a cabeça no chão apoiada sob o braço; é uma posição muito boa para visualizar a expansão na caixa torácica e corrigir estes desníveis. 

- O Balásana é uma boa posição para ensinar a respiração natural, pois o próprio ásana não permite que se respire muito profundamente, então é bom para fazer o aluno perder a vontade de controlar o tempo todo, ou aprofundar demais a inspiração. Para quem se sente confortável é uma ótima opção. Afastando um pouco os joelhos permite a respiração abdominal ainda mais profunda.

- Nas extensões para trás, como Ustrasana, é importante orientar o aluno a respirar pelo abdome, principalmente na parte inferior; para não causar uma sensação de estrangulamento. Com isso, aos poucos o aluno vai relaxando mais e mais na postura. Não forçar o aluno a fazer grandes respirações durante as posturas de extensão. 

- Nas invertidas, a respiração deve ser no abdome. O ar é empurrado para a exalação naturalmente a partir da raiz do abdome. Aumentar a exalação faz o aluno avançar na postura, expulsando ainda mais o ar pra fora. Cuidar a posição da coluna, criar uma curvatura, apoiando os pés na parede, permite que se mantenha o foco na respiração.

- Fazer o aluno se perguntar a cada postura, onde fica mais fácil respirar? No peito? No abdome? Criar esta consciência. Para onde está indo a minha respiração? Qual o meu objetivo? Estou confortável com a minha respiração natural?

Asma e Neuro:

- Os asmáticos sofrem com a exalação, tosse, sentem o peito preso, sem ar. Ruído na respiração e fadiga (especialmente em crianças que perdem o fôlego facilmente). Uma maneira de observar se o aluno está progredindo são testes de sopro, onde se avalia facilmente a capacidade de expulsão do ar, e o de volume expiratório forçado, para verificar em quanto tempo conseguimos expulsar o ar mais fortemente (ex: em pé soprar pela mão e ver em quantos segundos se leva para expulsar completamente o ar).

- Para ajudar é preciso incrementar a exalação, tentar tirar mais ar, mesmo que leve mais tempo. A tendência por eles não conseguirem respirar, é aumentar a ansiedade de um novo ciclo, e encurtar a exalação. Por isso é importante dar o foco na saída do ar. 

- Uma técnica é soltar o ar pela boca com os lábios levemente entreabertos, para sentir a saída do ar, controlando-a. Já que é mais difícil pelo nariz. É importante criar pressão, resistência à saída do ar, pois isso gera uma pressão interna, negativa, que mantém as vias aéreas abertas. Como apertar um saco cheio de ar. 

- Usar mantras na prática, é benéfico pela vibração do som. Mantra + Ásana. Pode usar sons simples, como a letra A na exalação, é mais agradável e ajuda a expulsar mais o ar. E é possível medir com mais precisão quanto tempo o aluno leva para exalar.

-Kapalabhati não é recomendado para asmáticos!

- Os pranayamas são o último estágio nas desordens respiratórias, pois o aluno não está confortável com a sua respiração.

- Nos casos de alunos com limitações graves, como pós AVC em que se apresenta um lado do corpo com comprometimento de movimento, é importante utilizar a visualização dos movimentos. Nunca fazer o movimento pelo aluno, e sim, conduzir para que ele mentalmente realize-o de forma igual ao lado não comprometido. Trazer boas experiências do passado, pode ajudar, desde que isso seja feito de forma agradável quando se tem aceitação da condição atual. Fazer a prática, depois fazê-la apenas mentalmente, e fazer outra vez; é um exercício muito interessante que trabalha a percepção do corpo e a criatividade. Visualizar o movimento completo ajuda a enfrentar o medo.

PRÁTICA - VISUALIZAÇÃO - PRÁTICA

- Experimente fazer isso com um sequencia simples, como o Surya Namaskar. Faça a sequencia completa, depois apenas mentalmente, e após repita novamente. A experiência é muito rica, pois criamos um espaço na mente para que os movimentos aconteçam. 

Espero ter contribuído! 

Boa prática!

17 de set. de 2012

Trocando o velho pelo novo com a primavera!





Trocando o velho pelo novo com a primavera!


É chegada a nossa querida primavera! Época do desabrochar das flores, do clima mais ameno (ok... nem tanto assim, mas de qualquer forma temos a predominância de um clima mais agradável) e com ela um tempo mais seco, pois a Terra está mais próxima do Sol.

Seguindo um principio básico do Ayurveda, o Ritucharya, é interessante para a nossa saúde adaptarmos nossos hábitos de vida e alimentação de acordo com a mudança das estações. Afinal, este milenar conhecimento, assim como outras linhas orientais de terapias alternativas, compreende que a natureza e os ciclos da terra tem uma influência direta na nossa saúde.

Por exemplo, no inverno a Terra está mais distante do Sol,  e tende a ficar mais úmida e fria, e com isso nossa capacidade de digestão também é diminuída; porque de alguma forma precisamos reter mais energia no corpo para enfrentar as quedas de temperatura. Esta capacidade de digestão é chamada de Agni, nosso fogo digestivo,e com ele diminuído tudo aquilo que ingerimos que não somos capazes de metabolizar (os excessos), se acumulam em forma de toxinas no corpo- AMA.  E isso não acontece somente com os alimentos mas com tudo aquilo que os nossos órgãos dos sentidos são capazes de captar.

Então este "lixo" acumulado no inverno pode ser removido com algumas técnicas simples, adquirindo alguns novos hábitos (literalmente trocando o velho pelo novo) agora na primavera! Onde o Sol esta mais próximo da Terra, facilitando a diluição deste Kapha acumulado na estação anterior. Um período excelente para realizarmos grandes transformações na nossa conduta, livrando-nos de velhos condicionamentos. São caminhos a serem escolhidos!

Por outro lado, é um período também onde todas as alergias brotam, assim como as flores que desabrocham. As rinites alérgicas e coriza são bem comuns neste período, mas podemos aliviar seus sintomas com algumas mudanças simples.

De uma maneira geral o Ayurveda indica uma dieta de primavera morna e com quantidade não excessiva; deve-se aumentar a ingestão dos sabores picante e adstringente, moderar o sabor doce e salgado e evitar os sabores amargo, ácido e excessivamente doce. Alimentos muito frios também devem ser evitados. Cortar todos os laticínios e farinhas brancas, pois elas aumentam o acúmulo do muco.

Aumentar o uso de especiarias como pimenta-do-reino e malagueta, semente de mostarda, gengibre, cúrcuma, coco, cardamomo, cominho, canela, coentro, manjericão. Usar freqüentemente chás de ervas digestivas, como erva doce e hortelã, com gengibre e/ou canela e chás adstringentes, como dente-de-leão, camomila, jasmin, lavanda, morgango, hibiscus, mate. 

É um bom período para movimentar o corpo, aumentando o calor interno e secando ainda mais o Kapha. Principalmente pela manhã! Acordar um pouco antes do Sol nascer e evitar dormir entre 6h e 10hs da manhã, pois é um período onde a energia Tamásica (letargia, sonolência, inércia, preguiça) esta predominante! E também nos ajuda a perder aqueles quilos extras trazidos pela hibernação invernal! 

Precisamos nos habituar a acordar um pouco antes do nascer do Sol, e absorver esta energia trazida pelo Astro Rei.

Tratamentos de limpeza dos seios da face com o uso do Jala Neti, Pranayamas (especialmente Kapalabhati), dietas, jejuns, e massagens desintoxicantes são ótimas para serem realizadas neste período!

Vamos remover aquilo que não nos serve mais, abrindo espaço para o novo! 

Tenha uma linda primavera!


16 de ago. de 2012

Yogatransporte





Yogatransporte

Sim, o nome é este mesmo! Yogatransporte! A pequena viagem que fazemos todos os dias na nossa prática de Yoga.

Ontem uma aluna me disse: "Eu nunca fui à Índia, hoje não posso fazer tudo que desejo pois meu marido não entenderia, então sinto esta necessidade de fazer Yoga todos os dias, onde me conecto com tudo aquilo que faz sentido pra mim."

Infelizmente uma grande parcela das pessoas hoje, tem algum tipo de infelicidade, ou mesmo de insatisfação; seja no trabalho, nas relações amorosas ou na falta dela. Em alguma área de nossa vida pode haver algo que não faz muito sentido. Mas por uma questão de sobrevivência precisamos arregaçar as mangas, baixar a cabeça e encarar este cenário todos os dias.

Mas e se houvesse um lugar onde tudo faz sentido? Onde tudo parece fluir naturalmente, onde nos sentimos fazendo parte de algo maior... e se este lugar não estiver na Índia, se for dentro de nós mesmo? É possível?

É como se durante uma longa jornada pudéssemos abrir uma janela e respirar. O Yoga para mim tem este efeito, embora trabalhe com isso todos os dias, na minha prática pessoal é o momento em que eu abro esta janela e olho para um mundo totalmente particular, onde eu posso ser quem eu quiser, até eu mesma! Posso trazer a imagem dos lugares lindos que já visitei, posso sentir os aromas, a música e recriar qualquer atmosfera que me traga uma sensação gostosa, de algo que vivi mas que hoje não faz parte do meu presente.

Sempre busquei na minha vida ter coragem para seguir meu coração. Mas entendo que as vezes não é possível largar tudo e sair em uma viagem em busca de alguma coisa, quem as vezes nem sabemos direito o que é. Muitas vezes é preciso ter calma, e descobrir nestas pequenas arestas uma forma de ser feliz com aquilo que é possível, com o que está disponível e acessível naquele momento. Isso é um treino, que nos conduz para uma plenitude mais verdadeira.

Íshvara Pranidhana, a entrega, não necessariamente deve ser interpretada como um deixar-se levar, e assim o universo se encarrega; mas sim de aceitar aquela pequena parcela de não-controle que muitas vezes queremos dominar. Precisamos ter uma parcela de maluquice, aquela leveza boba de acreditar que no fim tudo vai certo. Mesmo estando no meio do caos!

Se não for possível largar seu emprego e correr para as montanhas do Himalaya, acredite que mesmo dentro do seu quarto é possível fazer esta viagem. É uma questão de estado de espírito, de usar o poder da prática para diminuir o espaço entre aquilo que desejamos e o que realmente é possível. Até chegar o momento em que desejaremos somente aquilo que é realmente necessário, e assim, nos tornaremos plenamente realizados.

Sonhos são importantes, movem! Metas, objetivos, o desejo de se alcançar o que se busca. 

O ponto aqui é o que fazer até chegar lá? Como não sofrer demasiadamente nesta jornada? Como ter pequenos espaços de plena felicidade mesmo antes de atingir aquilo que determinamos como o nosso real objetivo?

Yogatransporte. Mergulhe na sua prática, transforme seu tapetinho no tapete mágico do Aladim e vá onde quiser! Mas depois volte, porque ainda temos muito trabalho pela frente!

Boa viagem!

30 de jul. de 2012

Ah.. o amor!





Ahhh o amor...

Já algum tempo eu venho pensando sobre o tema, amor. E também procurando perceber em todas as fases da minha vida as diferentes formas e expressões de amor. O que me deixa um pouco triste, e também preocupada é perceber que muitas vezes nas relações, principalmente conjugais, o amor está um pouco adormecido. 

Quando digo adormecido, quero dizer que ele está presente, mas apenas não manifestado. O carinho, o afeto estão lá, mas a densidade de sentimentos como o ciúmes, a possessividade, insegurança trazem um peso tão grande que até o mais nobre dos sentimentos não tem força suficiente para ser despertado.

Hoje uma amiga muito querida, infelizmente terminou uma relação de quase dois anos, e me disse a seguinte frase: "Preciso encontrar um homem com alma feminina. Ou irei me abster das relações. Estou cansada do ciumes doentio e possessividade, além das grosserias verbais e de atitudes machistas."

Mas o que seria esta alma feminina que ela se refere. E porque apenas feminina. O homem em sua essência não pode manifestar docilidade e sensibilidade. Tenho o orgulho de dizer que tenho alguns amigos que realmente parecem ser mais sensíveis, e não só amigos, mas consigo reconhecer esta delicadeza em muitos outros seres.

O amor, prema, é um sentimento muito maior do que o elo que é criado entre duas pessoas. O amor puro e verdadeiro talvez não possa nascer entre seres humanos, e sim desenvolvido apenas entre os seres superiores que são perfeitos em sua forma e concepção.

Isso porque quem ama não é o corpo, é a alma. A alma é Sat Chit Ananda, consciência pura. Ela sim consegue gerar este amor puro. Mas como acessar esta alma vivendo em uma sociedade como a nossa. É possível agir a partir da nossa essência e fomentar o amor pela alma das outras pessoas? Existe tal pureza entre os mortais? Não passamos a vida tentando nos esconder atrás de tantos véus?

É nadar contra a maré?

Amar é apodera-se do outro? Que sentimento é este que foi nos ensinado que para provar que existe amor, é preciso exercer algum poder regulador sobre o outro? O respeito deveria ser imposto desta forma?

Uma ótima referência para este tema vem do conhecimento primordial do amor, e ninguém melhor para tratar deste assunto que o Bhakti-Yoga, o amor devocional. A diferenciação entre o mundo material e o mundo espiritual, pode explicar muito bem o porque destes apegos. Se estamos agindo no modo da ignorância, as ações são impensadas, queremos apenas satisfazer os desejos mais grosseiros do nosso ego. Grosseiros no sentido de rudimentares, densificados. A medida que vamos avançando, estudando e praticando os aspectos práticos desta filosofia, temos a oportunidade de ver as coisas com outros olhos. E de alguma forma elevando nosso sentimento e o que geramos nas outras pessoas. Se o corpo assim já não tem tanta importância, porque que eu iria me achar dono de alguém? Se o meu próprio corpo também não me pertence. É muito estranho e mesmo aterrorizante pensar desta forma, mas não seria muito mais simples se a gente conseguisse entender que o amor não prende, que o amor liberta. Porque a maioria das pessoas ainda não compreendeu isso?

Sendo homens ou mulheres, é essencial que a gente busque o desenvolvimento pessoal, e vejo que cada vez mais, as relações, de alguma forma funcionam melhor se existe esta conexão. Se ambos estão buscando crescer como indivíduos, e não apenas olhando no seu próprio umbigo e satisfazendo este ego imperfeito.

A pratica do Yoga ajuda muito, e não porque é bonito, ou porque está na moda fazer Yoga, e porque quereremos ficar com o corpo igual o da Madonna (que até era bonito.. mas hoje tenho minhas dúvidas) nós precisamos praticar Yoga porque queremos tornar o nosso mundo melhor, nem que seja apenas dentro do bairro onde a gente vive, ou no ambiente no qual estamos socialmente inseridos. Precisamos buscar um lugar mais harmônico e mais leve para se viver. O Yoga melhora as nossas relações!

Se a gente vai salvar o mundo, realmente eu não sei. Mas precisamos fazer a nossa parte! É como aquela velha metáfora do incêndio na floresta, onde todos os animais se mobilizaram para apagar aquele fogo imenso, e o elefante que jorrava litros de água com sua tromba nas labaredas, olha para o pequeno passarinho e diz: Vem cá seu passarinho, você acha que apenas com esta gotinha de água que você pode carregar, és capaz de apagar estas chamas imensas. E o passarinho sabiamente responde: Apagar eu não sei, mas estou fazendo a minha parte!

Então sejamos passarinhos nesta floresta em chamas. Vamos buscar uma forma de sentir mais amor pelas pessoas, e deixar um pouco de lado aquilo que só nos satisfaz, ou ao nosso ego, a nossa vontade de  sermos aceitos. Vamos tentar amar sem pedir nada em troca. E nas relações conjugais, que possamos ter a sorte de encontrar parceiros com esta “alma feminina” que ao meu ver nada mais é que uma pessoa com uma certa dose de sensibilidade e segurança de quem ser quem se é!

"Todos estes que aí estão,
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"

Mario Quintana


4 de jul. de 2012

Comer, comer!!!





Comer, comer!!!


A nutrição inicia-se na vida intra-uterina e prossegue do nascimento até o fim da vida. A vida é uma contínua busca por alimento, precisamos nos alimentar diariamente para manter nosso organismo funcionando satisfatoriamente. Da nutrição deriva a produção dos 3 doshas e dos 7 dhatus (tecidos). A saúde do corpo e da mente depende de uma boa nutrição.

Nossas células estão sempre em constante renovação: cabelos, unhas, pele, ossos, sangue; sempre há células nascendo e morrendo, e a matéria-prima fundamental é o alimento que ingerimos. De acordo com fisiologia ayurvedica, cada tecido do corpo, depende diretamente do bom funcionamento de todo o organismo; o resultado disso é um corpo mais saudável, e mais resistente às doenças. Precisamos estar sempre atentos ao nosso sistema imune, resfriados que não vão embora, ou que freqüentemente nos deixam abalados, é sinal de que alguma coisa está errada. E pode confiar que é na sua alimentação!

Segundo o Dr.Paulo de Tarso, no livro chamado Medicina Integrativa – A cura pelo equilíbrio; o risco de enfermidades é minimizado com a ingestão de oito a dez porções de frutas e legumes ao longo do dia (cada porção equivale ao volume de uma bola tênis). Essa é um ótima maneira de obter todas as vitaminas, sais minerais e micronutrientes que o corpo precisa diariamente.

O alimento é aquilo que nutre o corpo, a mente e o espírito. Cada pedaço de comida precisa ser digerido pelo organismo, caso contrário, os excessos serão transformados em toxinas, ou AMA, dando inicio a uma série de doenças. Neste caso, diferente do que é dito normalmente: Você é o que você come. Deveria ser substituído por: Você é aquilo que seu organismo é capaz de digerir!

Devemos compreender que comer é um ato sagrado, uma oferenda para aplacar nosso fogo interno (Jatharagni), por isso a refeição deve ser sacralizada e ritualizada e o alimento oferecido para Deus antes de ser ingerido.

Mas nem sempre levamos em consideração este aspecto sagrado da alimentação, e comemos apenas para matar a fome, ou como uma fonte de satisfação sensorial. O ato de cometer violência ao nos alimentarmos por exemplo, é apenas uma forma de mostrar a dominação sobre as outras formas de vida.

É claro que os vegetais, legumes e frutas também são sacrificados para nos servir de alimento, mas sabemos que o animal sofre, chora e descarrega a energia do pavor e do medo na carne que mais tarde consumimos. É uma questão de escolha e também de gosto, e isso, na minha humilde opinião não se discute.

Devemos consumir os alimentos adequados às nossas verdadeiras necessidades, preparados de forma adequada para potencializar suas qualidades, em ambiente apropriado, em companhia adequada, fazendo da refeição um ritual de agradecimento e louvor à Vida.

Os alimentos também afetam a nossa forma de pensar. É uma relação direta. Quando o alimento é puro, nossa mente é pura, e desenvolve a qualidade de SATWA, que representa clareza e equilíbrio. Uma dieta composta por carnes, ovos, alimentos muito condimentados, processados, ácidos, aumentam RAJAS na mente; pensamos demais, muita agitação, dificuldade de percepção e concentração.

Quando a dieta é composta por alimentos estragados, de gosto ruim, conservados por muito tempo, ou “requentados” aumentamos TAMAS na mente: a inércia, letargia e tristeza.

 Alho e cebola por exemplo são alimentos que promovem Rajas e Tamas na mente, enraízam mais fortemente a consciência no corpo e por isso são deixados de lado pelos Yogues.

Por isso, é aconselhável estarmos sempre conscientes no momento de fazer a escolha do que colocar no prato, refletindo e manifestando o autocuidado. É claro, com a nossa vida agitada, falta de tempo, nem sempre é possível rememorar todos estes aspectos, mas se começarmos por prestar mais atenção antes de dar a primeira garfada, muita coisa pode mudar!

Procure não comer sob emoções muito fortes, tristeza, raiva, angústia. Evite as reuniões-almoço! Falar excessivamente neste momento não vai resolver sua vida e lhe trará uma boa quantidade de gases. Quanto mais colorido seu prato, maior o número de nutrientes. E ingira somente o suficiente para saciar a fome, coma devagar e evite os líquidos, principalmente gasosos. São pequenas atitudes que refletem em uma boa saúde no corpo, pele e cabelos! Comer, comer: é o melhor para poder crescer!!!

Como sugestão, acrescente este pequeno mantra para antes das refeições, não leva nem um minutinho...

aham vaisvanaro bhutva dehamasritah
pranapanasamayuktah pacamyannam caturvidham

Residindo no corpo de todos os seres como o fogo digestivo, 
Unido ao sistema fisiológico, o Senhor digere todos os tipos de comida.


Namastê!



20 de jun. de 2012

A Ciência à favor




A Ciência à favor


Dando seguimento ao último texto escrito, e na constante observação dos fatos do dia a dia, vamos um pouco mais além na teoria de receptor e emissor. Para os comunicadores de plantão, eu não estou me referindo as teorias de comunicação de massa, mas sim, na possibilidade de bebermos diretamente da fonte sem o uso de intermediários.

É muito comum que o árduo trabalho de cientistas venha a nos fornecer uma série de informações sobre aquilo que desconhecemos, não sabemos a causa, e muitas vezes nem as consequências. É um trabalho honrável, árduo, de pessoas que dedicam as suas vidas a descobrir as diversas expressões da natureza humana e o alivio de suas aflições.

Agora, é tão comum a gente se deparar com pessoas, que por uma certa falta de informação, ou mesmo por desacreditar em textos antigos, precisem provar teorias que já foram descritas há milênios, e comprovadas na prática ao longo dos anos.

Estava assistindo um programa na televisão fechada (mais especificamente Canal 20 da Net) e me deparo com uma entrevista de um físico (que não vou citar nomes) que veio a um recente congresso aqui no Rio Grande Sul, e trouxe consigo alguns estudos. A entrevistadora entusiasmada com aquela grande oportunidade, lhe faz a seguinte pergunta: Dr.Fulano, qual a “grande” novidade ou descoberta da ciência que o senhor trouxe para o evento? 

A “grande” descoberta foi a recente pesquisa realizada com monges budistas, onde eletrodos foram colados em suas cabeças para “provar” que durante a meditação, as ondas cerebrais entravam em uma frequência diferente, mais reduzida. A comum troca de impulsos entre os dois hemisférios direto e esquerdo diminuíam de intensidade; e em meditadores de longo prazo, ocorria um fenômeno chamado “neuroplasticidade” (quem quiser se aprofundar no assunto sugiro o Google, ou outro livro de neurociência...).

Realmente o assunto é muito interessante. De maneira alguma eu pretendo diminuir a relevância de um trabalho como esse. Que bom que a ciência moderna está abrindo os olhos para as terapias alternativas; inclusive levando estas ciências para dentro dos hospitais: área denominada de Medicina Integrativa. Tem dado excelentes resultados. É oferececido atenção especial, por meio de equipe multiprofissional, às pessoas que passaram pelo tratamento de câncer, restabelecendo a qualidade de vida destes pacientes.

Mérito do Dr.Andrew Weil, seu  trabalho pioneiro tem servido de referência para os sistemas de saúde no Brasil: propõe mudanças de dieta com base em alimentos capazes de reduzir o efeito das inflamações, retira completamente o uso das carnes, ensina hábitos de vida saudáveis; e aposta em e atividades como Yoga e meditação para alivar sintomas de depressão e proporcionar uma chance ao auto-estudo; além do uso da acupuntura e reiki  para os pacientes em recuperação de grandes centros hospitalares dos EUA.

O ponto aqui é: você não precisa ser um cientista, um acadêmico ou ter qualquer tipo de envolvimento com alguma instituição de ensino superior para ter acesso a este tipo de informação. A raiz de todo este conhecimento, a fonte emissora, está disponível, a qualquer hora e local. Um dos textos clássicos do Yoga, onde foi descrita por Patanjali toda a base desta ciência, se chama Yoga Sutra. E pasmem, o segundo aforismo (forma como estes textos antigos eram escritos) nos diz que o objetivo do Yoga é a sucessão das ondas mentais. E isso foi escrito há mais de cinco mil anos. Mas, precisamos colocar eletrodos nos monges para ter certeza que isso realmente acontece!

E como eles sabiam disso naquela época? Como eles realizaram esta “grande descoberta” que hoje é comemorada nos simpósios científicos! Sem nenhum tipo de recurso eletrônico!?!

O Yoga tem sofrido uma série de deturpações ao longo do tempo. Uns que acreditam, e se satisfazem apenas com os resultados no nível material, no corpo físico; outros usam este artifício para conquistas de parceiros sexuais e por aí vai uma série de más interpretações que não cabe citar aqui.

O que eu posso dizer por experiência própria, é o que Yoga te leva aonde você quer chegar. Ele tem a profundidade que você deseja alcançar e te acompanha o quanto profundo você desejar ir.

Controlando nosso corpo e a nossa mente, somos capazes de controlar a energia vital, o Prana, e sopro de energia viva que existe dentro de nós. A grande maioria do sofrimento que a Era em que vivemos nos condiciona, pode ser atenuada com este controle. Quando ficamos preocupados, tensos, agitados, a primeira reação é o aumento do ritmo da respiração. Por uma descarga elétrica originada no Sistema Nervoso Central, uma grande dose de adrenalina toma conta das veias e aumenta o ciclo das batidas do coração. É instinto, sobrevivência.

Mas a todo momento passar por este tipo de situação, tende a desgastar o corpo, pois o usamos de forma excessiva. Ter este controle, e poupar nossa respiração, tornando-a mais longa e consciente, reflete um estado de equilíbrio e equanimidade. Pouparemos nossa energia para o momento que realmente precisarmos. Assim como todos os recursos que hoje sustentam a nossa existência: alimento, água, luz, calor; o corpo também também possui um tempo de vida limitado, e precisamos estar atentos aos desgastes desnecessários.

Já estamos expostos a um mar de informação, poluição visual e sonora. Encontrar momentos de silêncio esta se tornando cada vez mais raro. Que pena, algo tão natural, orgânico, foi engolido pelo tumulto dos grandes centros, e até a mesmo a Índia, quem foi sabe o estresse que é para os sentidos circular naquelas avenidas; mas a cultura do silencio está lá, e é habitual procurar voltar-se para momentos de pura observação.

Com eletrodos ou não, o Yoga na minha humilde opinião, será comprovado na prática, na disciplina do dia a dia, na auto-observação. A ciência é uma aliada, e precisamos muito dela para enxergar o que está além da capacidade de nosso olhar. Mas porque não buscar esta literatura ancestral, que é a fonte de todo este conhecimento, e aceitar como válido o que foi escrito há tantos milênios!

Desculpe a audácia da comparação, mas ninguém até hoje colocou eletrodos na cabeça das beatas da igreja católica para saber se rezar o terço as deixas mais tranquilas...

É tudo muito mais simples do que imaginamos, como diria um sábio ancestral brasileiro: Tudo é questão de manter, a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranquilo!

OM TAT SAT

26 de mai. de 2012

Pessoal ou impessoal?




Pessoal ou impessoal?


Ultimamente tenho refletido bastante sobre a forma como eu me relaciono com o Yoga e com a espiritualidade. Sem entrar no mérito semântico do significado destas palavras, procurei encontrar dentro de mim uma resposta realmente profunda e verdadeira que explicasse onde eu quero chegar com tudo isso.

Percebi que no início meu foco era no corpo. Fui parar no Yoga devido a uma doença crônico-degenerativa que tenho na coluna, que aos poucos vai transformando meus discos intervertebrais em esponjas; e aos quinze anos de idade as dores que eu tinha eram indescritíveis. Meu médico me receitou uma atividade onde eu pudesse alongar e ao mesmo tempo fortalecer a musculatura. Yoga era um pouco difícil de encontrar naquela época (exatos quinze anos atrás) e consegui praticar em um clube pertinho da minha casa.

Durante alguns anos, e algumas descobertas depois, fui entendendo que indiretamente aquela prática também influenciava no meu estado emocional. E logo em seguida, percebi  que existia uma vibração em torno de mim que às vezes era forte às vezes fraca, e em determinados ambientes aquela energia simplesmente ia embora, abrindo um buraco e criando um vazio muito grande.

Continuava praticando, procurando manter aquela energia de mais forma equilibrada, sem tantas oscilações. E em paralelo fui aliando a leitura de textos antigos, com professores mais experientes, que explicavam toda a origem daquela prática, e que me mostravam onde ela poderia me levar. 

A partir daquele momento fui começando a entender onde EU queria chegar. 

Até que num determinado momento  após anos de prática e estudo, fui percebendo que o que eu sentia na verdade era algo muito mais simples do que eu imaginava. Era amor! Sim, amor puro e simplesmente. Algo que às vezes transbordava e que parecia nem caber dentro de mim.

Quanto mais eu me amava, me cuidava, escolhia com carinho os alimentos, as relações, mais eu desenvolvia o amor por mim e pelas pessoas. Tornei essa relação o meu meio de sobrevivência e fui conhecer mais ferramentas para que eu pudesse transmitir para as pessoas aquela mesma sensação que eu tinha. 

Mas eu também me perguntava: De onde vinha todo este amor? 

Indo um pouco mais a fundo dentro do hinduísmo, me deparo com a seguinte questão: A experiência de amor também esta relacionada com a forma como nos relacionamos com Deus. Ele é o emissor de todo este amor. Logo, precisamos nos unir a ele.

Mas de que forma eu me uno a Deus. O que é Deus? Como é ele é? De que forma eu vejo Deus? 

É uma pessoa? Uma energia? Uma luz brilhante?

Foi então que comecei a pesquisar sobre o assunto, e vi que existem duas formas de entender a figura de Deus. A forma pessoal ou impessoal. Estou muito longe de ser alguma autoridade no assunto, o que trago aqui é apenas a minha interpretação pessoal sobre um tema extremamente complexo (mas que se encaixa muito bem nas minhas respostas sobre a forma como eu me relaciono com o Yoga).

Quem pratica Bhakti-Yoga, tem claramente este objetivo: Que é desenvolver o amor por Deus no seu aspecto pessoal. Reconhece a forma, os hábitos e tem uma relação de intimidade com Deus. 

Afinal de contas, se existe uma fonte emissora de energia e amor, porque eu vou oferecer minha devoção somente a aquilo que ela emana. É como o Chandramukha Swami, um vaishnava muito querido pela comunidade Hare Krishna falou em uma de suas gloriosas aulas: As pessoas abrem as janelas de suas casas pela manhã e dizem: “O sol entrou no meu quarto”. Mas sabemos que é impossível que o astro na sua magnitude possa entrar em algum lugar. O que entrou foram os raios, o calor produzido pelo Sol. Mas não o Sol em si.

Ele continua explicando que mesmo os raios fazem parte do Sol, e que um, não existe sem o outro. Então o raio também é o próprio Sol. Um está contido no todo e o todo está contido em um.

Em resumo, a devoção acontece quando existem duas partes separadas (mesmo que ainda contidas nas mesmas).  Para que se estabeleça a devoção eu sou de alguma maneira, separado daquilo que eu direciono o meu amor.

Agora, se você pergunta para um Yogue (de qualquer linha, um Raja Yogue), qual o seu objetivo com a prática? Ele pode te responder: Minha meta última é atingir libertação (moksha), a completa união com o absoluto. Eu me uno ao absoluto e me libero da roda de reencarnações.

Ele não reconhece que Deus tem uma forma definida, ele se relaciona com o TODO, com Deus no seu aspecto absoluto. Tudo pode ser Deus. Ouvi em uma aula sobre hinduísmo com o brilhante professor Lokasaksi Dasa, uma história bem interessante sobre isso. Certa vez a esposa do professor Hermógenes teve a oportunidade de fazer uma pergunta ao Sathya Sai Baba, e ela astutamente perguntou: É verdade que você é Deus? Ele respondeu: Sim eu sou Deus. E continuou: “Mas você também é Deus. A única diferença entre eu e você, é que EU estou consciente de que eu sou Deus.”

São dois objetivos bem diferentes não é? Reconhecer ou não a forma de Deus? Usufruir das técnicas do Yoga para se aproximar de Deus. O que antes era apenas um benefício incrível para meu corpo físico, agora se torna um caminho de elevação da minha alma. É importante em algum momento a gente parar um pouco e se perguntar: Onde isso vai me levar? 

O Yoga físico é apenas uma fase preparatória para algo que esta muito mais além. Experimentar este sentimento de amor me preenche de felicidade e satisfação. Sei nunca vou encontrar isso em nenhum outro lugar. Eu acho muito legal quando alguém me pergunta sobre qual linha de Yoga eu ensino, e é claro, eu tenho minhas preferências em relação à forma de fazer os Ásanas, mas o que eu respondo é: "Aquela em que eu consigo transmitir mais amor".

Como já falei em outros textos, a devoção me levou a um outro nível de entendimento da minha existência. Sou completamente leiga e apenas uma estudante de primeira série em um curso que dura mais de mil anos, mas corajosamente compartilho com vocês esta passagem; pois ter entrado em contato com tudo isso, me tornou uma pessoa muito melhor e uniu ainda mais minha mente, meu corpo e meu coração!

Desejo a todos vocês: ANANDA - ÊXTASE - FELICIDADE SUPREMA!!!

De que forma vocês vão conseguir isso... bom, neste caso é exatamente como no programa de Milhagem da Varig: "Totalmente pessoal e intransferível"!!!

Ommmm