13 de mai. de 2011


Listas e mais listas!


Não é fácil organizar uma viagem, ainda mais quando se planeja passar seis meses fora!!! Se servir para alguma pessoa vou escrever aqui algumas dicas, um pouco sobre a experiência de se organizar sozinha uma temporada de estudos fora! Vamos lá! 

A primeira coisa é estudar um pouco sobre a localidade que se está indo, ver o clima, etc, isso todo mundo já sabe! Se você for procurar uma escola, um ashram é preciso entrar em contato via email! E pode ficar esperando, que eles demoram mesmo para responder! Isso até faz parte, porque eles precisam verificar o seu real interesse!  Então, chuva de emails!!!! Feito isso, chegou a hora dos cronogramas, eu faço assim, listo tudo que eu preciso fazer: visto, vacinas, seguro saúde, cartões de crédito internacionais, e claro, se for preciso resolver algo maior, no meu caso tive que mandar o carro para Porto Alegre, ver documentos, e coisas assim! Escreva a data limite de cada uma destas atividades e coloque em negrito/sublinhado na agenda para não se perder nas datas! 

Depois vem as listas, eu faço lista de tudo, até lista da lista que tenho que fazer! Explico: Faça uma lista de todas as atividades, e uma lista de tudo que você tem que levar, por áreas, roupas, documentos, coisas para curtir durante o vôo, produtos que só existe aqui, enfim, liste tudo, até aquilo que talvez você não vai usar, aí é só riscar depois! É bom também fazer um planejamento de quanto você gasta por dia, e se o local onde você vai tem a possibilidade de sacar dinheiro! Converse com pessoas que já estiveram na cidade; eu por exemplo recebi uma dia de levar sabão de cocô para lavar as roupas em função da cor da água que amarela tudo! Super dica!

Depois disso é só contar os dias, e rever várias vezes as listas, sempre acrescentamos algo de última hora! 

Boa viagem!

3 de mai. de 2011


Caminho do coração.

Hoje tive um grande “insight” daqueles que fazem a gente enxergar a vida de uma maneira bem diferente. Percebi que meu funcionamento estava sendo somente pelas vias cerebrais (leia-se racionais), e que eu precisava ser mais emoção.

Ao me deixar guiar pela razão, sinto que vou somente a uma camada do meu ser, algo que está muito perto da superfície; é uma forma que encontrei de me proteger, de me armar contra julgamentos e contratempos. É lógico, ler um texto, copiar uma aula (sim...a gente faz isso!!!), é muito mais fácil, porque alguém ali já se arriscou, já colocou a cara a tapa, e eu, bem bela vou lá e usufruo livremente daquele conceito que já passou por algum tipo de provação. Criar, é bem mais difícil. Podemos e devemos usar nossas referências, mas que isso não seja a primeira saída.

Mas vamos um pouco mais profundo, quando acordo de manhã e tenho um dia cheio pela frente, muitos atendimentos, aulas, e esta correria diária; se foco minha atenção e energia para estas atividades, realmente o dia fica pesado. Mas se consigo me conectar a uma força superior, algo que está além do racional (que pensa em quantas horas, qual o melhor caminho, o que eu tenho que levar, vai dar tempo?!...) e me dou conta que tenho ali uma missão a cumprir, tudo muda de figura. Estou indo colaborar para que uma pessoa se sinta melhor, posso dar um pouco de tudo que sei e aprendi para alguém! DOAR! E não somente reservo o direito a se sentir um missionário a quem trabalha somente na área de saúde, mas todos nós em que trabalho for, temos a responsabilidade de fazer a roda girar. Sem o nosso trabalho não existiria a evolução.

Mas por favor, não se deixem levar somente pelo racional, sintam mais, vivam mais, se entreguem mais,arrisquem mais. Só assim teremos um exército de combatentes realmente forte e empenhados, que escutam o caminho do coração, não da razão.

E digo mais, quando estiverem com seus grupos, ou preparando uma aula, uma palestra, não saiam correndo buscando livros e anotações, sentem, meditem, escutem o que vem de dentro, do que você já sabe e experimentou. Podem ter certeza que o que será conduzido terá um efeito muito maior em quem tiver a oportunidade de receber, isso se você não você não escutar de um aluno: Nossa!!! Parecia que você estava falando só para mim! :)

25 de abr. de 2011


Como é dificil fazer escolhas!

Vamos falar aqui de um tipo bem especifico de escolha: daquilo que é saudável e nos nutre, e daquilo que só nos deixa mais e mais letárgicos. Falemos sobre alimentação.

Estamos repletos de noticias e informações sobre qual é a melhor alimentação para o nosso tipo físico, seguindo os princípios do Ayurveda. E em contra partida, temos a informação daquilo que não é muito recomendado, que contém substâncias que serão dificilmente digeridas; e mesmo assim, com tudo isso a nossa disposição, muitas vezes fazemos a escolha errada, e segundos depois, vem aquela perguntinha clássica: Porque eu fui comer isso?

Minha teoria número um, traz um princípío do Ayurveda que se chama Prajnaparada que está próximo da má compreensão, das más escolhas, do mau uso dos sentidos. Quando estamos agindo sobre a guiança do prajnaparada, é difícil saber escolher o que nos faz bem.

Mas eu lanço outra dúvida no ar. Não seria apego? Um apego profundo do nosso ser aos nossos velhos hábitos. Todos sabemos que mudar não é nada fácil, temos que enfrentar um mundarel de gente que sempre vai te questionar, achar que você ficou maluco, fanático, ou está sob o efeito de alguma droga psicotrópica; mas não, você somente optou por abrir mão do prazer e da satisfação do alimento, para poder usufruir deste mesmo prazer, de uma outra forma, muita vezes elevada na escala mil de prazer!

Enfim, fazer escolhas não é fácil, e podem ocorrer deslizes, lógico, mas o importante é nos mantermos firmes na proposta, e quanto menos apegados, melhor!

24 de abr. de 2011


Virabhadrasana II.. eu gosto, e você?

Sempre tive um certo receio com as posturas em pé. Uma preguiça na verdade! Quando a aula começava deitada, eu logo já dizia: Beleza! Mas enfim, o tempo passou, minha prática amadureceu, e hoje eu aprendi a dar o verdadeiro valor as posturas realizadas em pé. Elas são como um chamado para o presente, para o aqui e o agora. Quem tem a mente mais aberta, "viajante", sabe do que eu estou falando, e só digo uma coisa! Postura em pé!

Virabhadra significa - encarnação da fúria do Deus Shiva - Postura do heroí Virabhadra. As vezes precisamos um pouco da fúria de Shiva para enfrentar o dia-a-dia não? É como se eu pudesse aterrar meus pés no chão e seguir em frente com muito mais garra e poder, com a confiança de um guerreiro. Fora a musculatura de pernas e costas que é muito privilegiada nesta postura.

É muito interessante mergulhar fundo no ásana, sentir o que ele tem a nos dizer. No livro a Árvore de Yoga, B.K.S Iyengar, faz a seguinte comparação: "Imagine um lago. A água toca apenas uma das margens? Ou todos os lados igualmente? Quando você está fazendo um ásana, sua consciência, como as águas de um lago, deve alcançar as fronteiras do corpo em todas as suas partes, Então como há espaço para pensamentos? Porque um pensamento invade quando você está fazendo um ásana perfeito, se sua inteligência se espalhou igualmente por todo seu corpo?

Grandes palavras de Guriji, muito obrigado!

Quando praticamos um ásana, principalmente aquele que fugimos o tempo todo (e é o que sempre precisamos dedicar mais treino e atenção) todo nosso corpo e mente deve estar voltado para aquela pratica,  para aquele ásana que está sendo executado, com riqueza de detalhes; como as águas do rio que banham as margens de forma equilibrada, nossa consciência deve atingir cada cantinho do corpo, iluminar cada espacinho vazio com luz e prana. Principalmente nas posturas que evitamos, é onde esta chave para a evolução.

Resumo da ópera: Escute sim seu corpo; mas as vezes se rebele contra  ele, contra a tendência  de permanecer estático, involuído. Este é um dos grandes aprendizados do Yoga.


Os gatinhos não são lindos?

Os cachorrinhos que me desculpem, mas os gatinhos são mesmo muito lindos! Todo dia que abro meu tapetinho em casa, sou rodeada por estes bichaninhos lindos! E fora que eles adoram ouvir os mantras, é só colocar no rádio que eles ficam pertinho da caixa de som, bem quietinhos, como se algo dentro deles respeitasse o que está sendo tocado. Muito lindo!

Eu acho que o mundo deveria ter mais gatos, mimosos, queridos e tranquilos. Adoro cães e todos os animais, mas fui conquistada com uma flecha no peito por estes peludinhos! Um grande beijo à Brelinha, Chiquinho, Tofú e Sachita (in memorian). Miau para vocês!

Viajar, viajar e viajar

Não é a toa que me chamo BÁRBARA, a ESTRANGEIRA. Desde que me conheço por gente, tenho este desejo muito grande, de sair, de explorar, de mudar, mudar sempre! Quem me conhece sabe que basta ficar um mês sem falar comigo que já estou cheia de novidades. Sou assim mesmo, uma exploradora..

Desde que sai de casa, aos dezoito anos, para ir morar em Sta Catarina, percebi que ali começava uma nova jornada na minha vida, uma jornada que não teria um fim ali muito próximo não, seria apenas o começo de uma vida dedicada a buscar o melhor lugar para se viver.

Hoje já estou na minha terceira cidade, São Paulo. Confesso que nunca imaginei em morar num lugar assim, caótico, estressante, nervoso. Mas enfim, mesmo um grande explorador as vezes tem que se deixar levar pelas oportunidades. E esta temporada já me rendeu bons frutos, tanto de trabalho quanto de pessoas. Só tenho a agradecer à terra da garoa.

Ok, mas agora é lançado o desafio. Vou passar seis meses na Índia, a partir de final de maio de 2011. A viagem começa por Coimbature, onde vou fazer um curso de Yoga e Ayurveda, depois sigo para o norte, Rishkesh, viver em um ashram, respirando a cultura, a disciplina e o estudo do Yoga.

Como uma boa exploradora não sei se depois do curso vai ser exatamente assim! Aceito sugestões viu amigos yoguins! Puna, Varanasi, Kanuur... vou deixar a Índia me guiar, vou ouvir a voz do meu coração, ficar atenta aos sinas e deixar fluir! Afinal, estou sempre buscando o novo, o desconhecido! Vamos ver o que acontece!

Aguardem cenas dos próximos capítulos!
  
A primeira vez em Rishkesh

Estive em Rishkesh no final da minha primeira viagem à Índia, em abril de 2009. Foi a última cidade que visitei, e confesso que estava esgotada, muito cansada mesmo! Após uma viagem de trem de aproximadamente sete horas, com uma critatura de turbante que não parava de me olhar a viagem inteira, cheguei em Haridwar, para pegar um carro e viajar para Rishkesh. Ok, vou confessar que quando cheguei lá, e fui deixada no hotel eu tive uma crise histérica, pois não aguentava mais ouvir tantas buzinhas na rua e meu quarto era de frente para um rua mega movimentada.

Resolvi manter a calma e solicitar que meu quarto fosse trocado, lógico que o atentende do hotel ficou muito tocado com as minhas lágrimas e prontamente arrumou outro quartinho, mais escondido para mim! Oba! Bom, consegui dormir, por 12 horas! Acho que estava precisando mesmo!

Acordei na manhã seguinte e fui procurar algum lugar para praticar Yoga, e no próprio hotel tinha aula, resolvi experimentar. Foi legal, nada de mais para uma primeira aula de Yoga na Índia, mas tudo bem, eu poderia procurar outros lugares para praticar. Tomei um belo café da manhã, arrumei a mochila (eterna companheira), duas garrafas de água, boné e fui descobrir este novo território.

Realmente próximo ao hotel não tinha muita coisa, mas caminhando um pouquinho fui surpriendida por uma enorme ponte! Sim, a Ram Jhula, ponte sobre o Rio Ganges que foi construída na década de 1980. Lá estava ela, linda, maravilhosa e cheia de possibilidades novas! A partir daí, foi só alegria!

Muitos estudantes, de diversas nacionalidades, e uma brasileirada de peso, e olha que a época, abril, não lá muito famosa por receber grupos brasileiros, então é o pessoal que mora lá mesmo. Logo senti que era um lugar que precisava voltar! E que bom que terei esta nova oportunidade!!! Foi muito legal, foram só sete dias, mas muito bem aproveitados. A sensação de acordar, pegar a mochila e sair para fotografar as pessoas, os templos, tentar captar a energia do lugar é algo muito especial, foi uma experiência incrível!